ou Carta aberta a Leitoras e Leitores deste blogue, se é que os há, eu já começo a duvidar.
Ao som de Vambora de Adriana Calcanhotto. A música influencia, já se sabe.
Ah esperem: Olá, como estão?
O sol brilhou todo dia não foi? Também tem chovido e uma pessoa fica enroscadinha. Bebe um chazinho ou come um geladinho. Ou come um geladinho e bebe um chazinho, que é o que eu faço. Não tudo seguido, não senhor, que tenho amor à minha garganta. Coitadinha dela.
(Conversinhas metereológicas são sempre bonitas, não são? Ou não ou não.)
Então chegam aqui através de que pesquisas? Não chegam, não é? Pois. Eu já pensei publicar um contozinho erótico – ai espera, assim não chegam cá – eu já pensei publicar um conto erótico, aqui. Contudo, queridos e amados leitores (in)existentes, in (e) existentes, tenho-me guardado para leituras e preocupações. Para egoísmos, também, talvez. Tenho descoberto coisas maravilhosas e não partilho e a energia não flui.
As imagens das mulheres nuas e dos homens nus também não eram má ideia, não senhor. Ai ai, o meu blogue ia ser tão conhecido, tão conhecido.
(É nestes momentos que não consigo parar de pensar no Johnny Depp. Palavras para quê?)
(Os homens andam na fase Mónica Belucci ou assim, não?)
Pronto, eu prometo, eu prometo, imagenzinhas lindas e boas, fresquinhas, para todos e para todas. Brevemente, num País das Macieiras perto de si.
(Sou um amor, não sou? Eu sei que sim.)
E pronto, a vida corre (ou não, ou não) e o blogue fica para trás. Que eu já fui mais disto dos blogues. De os escrever. Embora, sejam sempre um escape bom, como neste momento. Em que passei de Adriana Calcanhotto a Carlos Paredes. E agora saio de Carlos Paredes não sei para onde, mas saio. Os blogues são sempre um bom escape, quando nos arde o coração e o cérebro não nos dá descanso. As palavras são sempre um escape. Um bom escape, porque o escape é sempre algo bom. Quando o coração arde, prestes a rebentar. Quando o cérebro não nos pára. Quando a única pessoa que nos entende é – adivinhem? – nós mesmos, claro.
Procura-se Mafalda Arnauth, mas afinal o que apetece mesmo é ouvir Mafalda Veiga.
(“Eu estarei sempre que te sentires só.” A mentira irrita-me, preocupa-me, enfurece-me, angustia-me. Deprime-me)
Às vezes, estamos sós e continuamos sós porque ninguém dá conta que nos sentimos sós mesmo quando gritamos que nos sentimos sós. E depois, depois, ali a confirmação, tão óbvia. E um “Ah, estás mesmo confusa, cansada.” Pois.
Continuamos em Mafalda Veiga.
A minha vida continua parada.
Perdi o número de pessoas que usei neste texto.
Qualquer dia, escrevo um livro.
Cheguem-se aqui. Deixem-se estar. Eu volto. E trago coisas bonitas e pessoas boa(zonas).
Bom noite ou bom dia.