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Quão certos estão os políticos ao olharem para seus constituintes como gado! Qualquer um que já experienciou tratar com qualquer classe como a do povo sabe a futilidade de tentar apelar para a inteligência, como a qualquer outra a não ser a dos brutos.

A. Crowley

 

Outono.

Regresso.

Eu vou torcer pela paz
Pela alegria, pelo amor
Pelas coisas bonitas eu vou torcer, eu vou (bis)

Pelo inverno, pelo sorriso
Pela primavera, pela namorada
Pelo verão, pelo céu azul
Pelo outono, pela  dignidade
Pelo verde lindo desse mar
Pelas coisas bonitas eu vou torcer, eu vou (bis)

Eu vou torcer pela paz
Pela alegria, pelo amor
Pelas coisas bonitas eu vou torcer, eu vou (bis)

Pelas coisas úteis que se pode comprar com dez reais
Pelo bem estar, pela compreensão
Pela agricultura celeste, pelo meu irmão
Pelo jardim da cidade, pela sugestão
Pelo amigo que sofre do coração
Pelas coisas bonitas eu vou torcer, eu vou (bis)

Eu vou torcer pela paz
Pela alegria, pelo amor
Pelas coisas bonitas eu vou torcer, eu vou (bis)

Om shanti, shanti shanti
Hari Om

Eu vou torcer pela paz
Pela alegria, pelo amor
Pelas coisas bonitas eu vou torcer, eu vou (bis)

Eu vou torcer pela paz
E eu vou torcer pela paz…

“Eu vou torcer pela paz, pelo amor, pela alegria, pelo sorriso
Eu vou torcer pela amizade, pelo céu azul, pela dignidade
Pela tolerância, pela natureza, pelos meninos, pelas meninas
Por mim, por você: eu vou torcer, eu vou torcer…”

Educação da Direita

Não consigo comentar o blogue, mas destaco este post. Quase perfeito.

O prometido.

consolai-vos:

Neste blogue, gostamos (!) do Johnny Depp!

ou Carta aberta a Leitoras e Leitores deste blogue, se é que os há, eu já começo a duvidar.

Ao som de Vambora de Adriana Calcanhotto. A música influencia, já se sabe.

Ah esperem: Olá, como estão?

O sol brilhou todo dia não foi? Também tem chovido e uma pessoa fica enroscadinha. Bebe um chazinho ou come um geladinho. Ou come um geladinho e bebe um chazinho, que é o que eu faço. Não tudo seguido, não senhor, que tenho amor à minha garganta. Coitadinha dela.

(Conversinhas metereológicas são sempre bonitas, não são? Ou não ou não.)

Então chegam aqui através de que pesquisas? Não chegam, não é? Pois. Eu já pensei publicar um contozinho erótico – ai espera, assim não chegam cá – eu já pensei publicar um conto erótico, aqui. Contudo, queridos e amados leitores (in)existentes, in (e) existentes, tenho-me guardado para leituras e preocupações. Para egoísmos, também, talvez. Tenho descoberto coisas maravilhosas e não partilho e a energia não flui.
As imagens das mulheres nuas e dos homens nus também não eram má ideia, não senhor. Ai ai, o meu blogue ia ser tão conhecido, tão conhecido.

(É nestes momentos que não consigo parar de pensar no Johnny Depp. Palavras para quê?)

(Os homens andam na fase Mónica Belucci ou assim, não?)

Pronto, eu prometo, eu prometo, imagenzinhas lindas e boas, fresquinhas, para todos e para todas. Brevemente, num País das Macieiras perto de si.

(Sou um amor, não sou? Eu sei que sim.)

E pronto, a vida corre (ou não, ou não) e o blogue fica para trás. Que eu já fui mais disto dos blogues. De os escrever. Embora, sejam sempre um escape bom, como neste momento. Em que passei de Adriana Calcanhotto a Carlos Paredes. E agora saio de Carlos Paredes não sei para onde, mas saio. Os blogues são sempre um bom escape, quando nos arde o coração e o cérebro não nos dá descanso. As palavras são sempre um escape. Um bom escape, porque o escape é sempre algo bom. Quando o coração arde, prestes a rebentar. Quando o cérebro não nos pára. Quando a única pessoa que nos entende é – adivinhem? – nós mesmos, claro.
Procura-se Mafalda Arnauth, mas afinal o que apetece mesmo é ouvir Mafalda Veiga.

(“Eu estarei sempre que te sentires só.” A mentira irrita-me, preocupa-me, enfurece-me, angustia-me. Deprime-me)

Às vezes, estamos sós e continuamos sós porque ninguém dá conta que nos sentimos sós mesmo quando gritamos que nos sentimos sós. E depois, depois, ali a confirmação, tão óbvia. E um “Ah, estás mesmo confusa, cansada.” Pois.

Continuamos em Mafalda Veiga.
A minha vida continua parada.
Perdi o número de pessoas que usei neste texto.
Qualquer dia, escrevo um livro.

Cheguem-se aqui. Deixem-se estar. Eu volto. E trago coisas bonitas e pessoas boa(zonas).

Bom noite ou bom dia.

Esotérico

:)

À Silvia Vermelho

agradeço a referência aqui.

Então e aonde andavas tu a 25 de Abril de 74? Não andava. Que eu sou uma rapariguinha jovem.

Abril, esse mês de pseudo – Liberdade. Pseudo-liberdades.

Quem subir ao segundo andar da Escola do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico da Serra da Gardunha, quem percorrer aquele corredor, descobre lá dois quadros pintados por mim. Teria eu uns dez ou onze anos e pintava e Abril era liberdade. Que bem que, nas escolas, nos foi ensinado Abril. Ou não. Porque se ensina sempre ou quase sempre só uma face da moeda. Muito mais cara do que coroa. E Abril era(-me) bonito. E Abril sempre me foi bonito em casa de pais comun(ist)as. Zeca Afonso – ainda andei ao colo dele, pelo menos uma vez – Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco e mais uma quantidade da cantores de intervenção, de coisas de invervenção. Sempre pessoas a pensar que “Tu sozinho não és nada/Juntos temos o Mundo na mão”.

(E ridículo que isto é? Temos que ser sempre primeiro nós para depois sermos os outros e nem vou explicar isto melhor. É tão básico, tão básico.)

Foi sempre assim. Uma cara de moeda. Uma coroa para uma ditadura morta. Os nossos cravos. Que não são meus ou teus, porque não somos seres individuais. Abril relembrado a cada dia 25, ou no funeral do sr. Cunhal ou quando aparecia o sr. Carvalhas e agora aparece o sr. Jerónimo a falar de agricultura e pecuária e trabalhadores.

(Desculpem, nunca ouvi comun(ist)as a falar sobre mais nada.)

Abril assim: duas-três vezes num ano, uma “Grândola, Vila Morena”, uma meia dúzia de cravos vermelhos e um “Ai-que-bom-que-nos-livrámos-daquele-homem”. É agora, que me espreita a hipocrisia, porque quem faz Abril duas-três vezes num ano não o faz 365-366 dias. Não protesta, não grita, não barafusta. Cala-se e tem medo e não é livre e não é nada. Porque precisa sempre de outros para o fazer ou porque nunca deixou de se submeter e parece-me não vai deixar tão cedo.
Agora a minha cara. E a minha coroa. Agora eu: moeda inteira, humana inteira, mulher inteira: eu amo a liberdade. Eu não saberia viver com PIDE´s nem com aquelas tretas impostas pelo Dr. Salazar. Aquelas arreigações todas. O ter que pertencer a isto e aquilo e não sei não sei que mais. Eu não era capaz de respirar em regime ditatorial. Preciso de Liberdade como de pão para a boca. No entanto, indignam-me os extremismos. Salazar não fez só coisas más, pelo menos, por exemplo, havia trabalho que não há agora. Havia mais respeito. Havia amor à Pátria. E que pena que eu tenho que não se ame este país. Que “nos” tenhamos esquecido de onde viemos e o que “fizemos”. O quão grande somos. Sou a favor de uma troca de culturas, sempre. Mas gostava de “nos” ver ver com mais amor ao que somos, à nossa imensidão. Gostava de sabermos mais nacionalistas. Como no tempo daquele senhor.
Zanga-me a ditadura, mas zanga-me ter liberdade e não a poder usar. E zanga-me que as pessoas se esqueçam que são elas, mas no sentido mais genuíno e amoroso de ser. Zanga-me que não se grite.

Quero um Abril que respeite a tradição, que respeite o país. Quero um Abril sem máscaras e sem mágoas. Quero um Abril a sério. Urgentemente.

E venha de lá o Largo em Santa Comba Dão. Porque há Abril.

Tive um professor na faculdade que nos disse uma vez que aluno de Letras que é aluno de Letras escreve um bocadinho, todos os dias. Ora, eu fui aluna de Letras e não escrevo, todos os dias, um bocadinho. No entanto, tenho escrito vários textos. E tenho escrito para oferecer. Tenho escrito. Espero que esta actividade me continue a acompanhar para o resto da vida. Escrever liberta-me, tranquiliza-me.
Se escrevo, podia actualizar o blogue mais vezes. Pois podia. Mas não tenho sentido necessidade nenhuma disso. Ando metida para dentro. Sinto-me a transitar. É sem medo. Mesmo, sem medo absolutamente nenhum. Sei que estou a transitar e não tenho medo. Porque sei que tudo vai ficar bem em breve, porque acredito, porque sou optimista. Porque tenho imensa fé. Estou a transitar, num tempo de transição. Estamos a transitar. Sim, é acima de tudo por isso que escrevo. É Páscoa, é tempo de transição, é festa. Páscoa é A festa. Páscoa é a minha festa eleita. Sem comemorações exteriores cá em casa, ainda assim a minha festa eleita. Talvez a Páscoa não precise essencialmente de comemorações externas. Se é transição, é deixá-la correr cá dentro, é deixá-la correr intimamente. E mostrá-la aos outros. Ao próximo. Páscoa é renascer. Páscoa não é ovos de chocolate e amêndoas e cabrito e folar e não-sei- quê-não-sei-que-mais. Para mim, acima de tudo cristã, Páscoa é salvação. É saber que podemos mesmo, mesmo, mesmo contar com Cristo. Porque se Ele morreu por nós na cruz, Ele faz tudo por nós. Amemo-lo.
A ti, que não és cristão: não quero catequisar ninguém. Longe de mim. Não posso não deixar de expressar o quanto me agrada ser amada por Cristo, mas não te vou dizer para procurares crer e amar também. Olha para ti, lá para dentro e faz a Páscoa na mesma. Reflecte, age. E faz isso amanhã, Domingo de Páscoa para os cristãos e hoje, Sábado de Aleluia e sempre. Faz isso sempre não-cristão. E tu também, cristão. Faz isso sempre. Tenta, eu sei que custa muito, às vezes. Porque aquele fez e o outro aconteceu. Eu também ajo dessa maneira, tantas vezes. Eu também praguejo e refilo e tal e tal. Mas quero tentar ser melhor a cada dia. Quero fazer a Páscoa em mim e espero que tu também faças a tua. E que não tenhas medo, que eu também tento não ter. Porque tudo o que cai se levanta. E tu tens força e luz dentro de ti e eu também. Porque, de dia para dia,o Mundo há-de ser melhor se nós quisermos. É tão fácil. Faz a Páscoa sempre. Porque se amanhã é a data institucionalizada da Páscoa em que Cristo nos salvou, todos os dias podem ser a Páscoa em que nos salvamos e salvamos o próximo. Em que amamos o outro como nos amamos a nós mesmos. E amar é tão fácil. A Páscoa é tão fácil, tão singela, tão bonita. A Páscoa é perfeita. A Páscoa d´Ele que nos salvou. A Páscoa nossa que nos salvará e salvará aqueles que connosco lidam e os que lidam com os que lidam connosco. Cristo salvou-nos também, porque quis que nos salvassemos uns aos outros. Vamos a isso, mesmo que não acreditem na Páscoa d´Ele, acreditem na vossa. Mesmo que vos doa, não desistam. Um passo em frente e a coragem aumentará. Deixo-vos o desafio, desejo-vos toda a coragem do Mundo e peço-vos muito que acreditem em vós e que reconheçam que somos Luz imensa.

Abraços e boas Páscoas.

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